quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

UM NATAL DIFÍCIL…

Há algum tempo que por aqui não escrevia, mas a verdade é que também não tem havido motivos para tal.

Desde o meu último post aconteceram algumas mudanças, mas que nada têm a ver com as abelhas.

Sobre as abelhas apenas há a dizer que este ano optei por não crestar, dado que o ano apícola foi difícil por estes lados, não existindo mel em quantidade que me levasse a tomar a iniciativa de realizar essa operação.

As poucas reservas que as abelhas conseguiram juntar, optei por deixá-las ficar para o período do inverno.

Porque as reservas eram poucas, tenho alimentado as colmeias com regularidade para ver se resistem nestes tempos de frio e de escassez de alimento.

As coisas não têm corrido mal e elas lá se vão aguentando…

Mas este Natal de 2013, fica para a memória, afinal as condições climatéricas que se têm feito sentir também não pouparam as minhas abelhas.

O meu pai já me tinha dado conta de uma intervenção que teve de realizar de urgência, colocando blocos de cimento por cima do telhado das colmeias, dado que ontem um deles tinha “fugido” com o vento.

Confesso que fiquei um pouco mais descansado, após a intervenção do meu pai, que seguramente haveria de evitar que os telhados das caixas continuassem a voar.

Eis quando a minha “melhor prenda” deste Natal, foi o telefonema da minha mãe esta tarde, dando conta que uma das colmeias havia tombado completamente com o forte vento que se fazia sentir e que o meu pai andava aflito a tentar remediar a situação.

A verdade é que a colmeia que mais reservas tinha virou completamente, tendo o ninho e o sobreninho se desmoronado completamente, havendo quadros espalhados por todo o lado.

De imediato “interrompi” os festejos de Natal e percorri num ápice os cerca de 200 km que me separavam do meu apiário, para me inteirar completamente da situação e poder tomar alguma medida que pudesse reverter o infortúnio.

Chegado a casa já sem luz do dia, porque estes dias pequenos são uma treta, fui de imediato para o apiário ver como estavam as coisas e tentar melhorar alguma situação que o meu pai tivesse deixado menos bem, dado que ele não é apicultor, não percebe nada de apicultura, tem um medo terrível de abelhas e não pode ser mordido por causa da sua alergia.

As coisas até estavam arrumadas, os quadros estavam no sítio certo, tendo curiosamente deixado os quadros com criação em baixo e reservas em cima… Havia abelhas… Alguns quadros de reservas “feridos” dos trambolhões, mas as coisas até estavam todas direitinhas.   

Enfim… Resta agora esperar uns dias para ver se a rainha se aguentou ou se morreu com toda a confusão, para perceber se a colmeia está ou não perdida.

Caso não haja rainha, vou ter de desfazer a colmeia, distribuir as reservas pelas outras colmeias e esperar que não volte a acontecer, pois não é tempo de fazer rainhas novas, atendendo à sua dificuldade em fecundar.

A vida de apicultor é mesmo dura… Os bichos de duas pernas, os bichos de quatro pernas, o frio, a chuva, o vento, o calor, o fogo, a falta de floração, as doenças… Demasiadas variáveis para se conseguir controlar em pleno a situação.

Fica uma palavra de grande agradecimento ao meu pai pela sua coragem, empenho e trabalho na tentativa de ajudar a resolver a situação, mesmo não percebendo nada da atividade e sendo alérgico à apitoxina, bem como à minha namorada e restante família que me viram sair a correr este Natal, para salvar as minha abelhinhas.

Uma palavra também de força e coragem para todos os apicultores, que tal como eu, também tiveram perdas no seu efetivo devido às difíceis condições atmosféricas destes últimos dias.

Apesar de tudo… UM FELIZ NATAL e um BOM ANO NOVO!!!

Saudações Apícolas!!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

AVIS MELLÍFERA 2013

Foi com enorme satisfação que participei em mais uma edição da AVIS MELLÍFERA, que se realizou no passado dia 27 de Julho na vila de Avis.

O evento que habitualmente se realizava no final do ano foi realizado em Julho e assim continuará a ser em futuras edições.

A edição deste ano iniciou-se com a realização de um workshop sobre núcleos em roofmate, dinamizado pelo Eng.º Paulo Ventura, no qual foi possível aprender a construir uma solução desse tipo, que serve na perfeição para o desenvolvimento inicial de um enxame.

Ainda durante a parte da manhã foi possível conhecer um projecto apresentado pelo Eng.º Joaquim Domingos na área da segurança de colmeias e apiários, no qual pretende juntar um sistema de gestão, monitorização e segurança, dando resposta não apenas à questão dos roubos, que tanto preocupa os apicultores portugueses, mas também juntando muitas outras opções que podem originar um sistema integrado de gestão apícola.


Apesar de ser um tema muito actual e importante para todos os apicultores, ficou bem patente que quanto mais complexo for o sistema, mais caro se torna, o que pode fazer com que não seja acessível a todos os apicultores, sobretudo se optarem pela versão mais completa.

Ainda assim, foi um bom período de reflexão e de absorção de informação, que permitiu conhecer as mais inovadoras tecnologias colocadas ao serviço da apicultura, sobretudo no que se refere a sistemas anti-roubo.

Após o almoço, a acção iniciou-se com a realização de uma homenagem a pessoas/entidades que têm apoiado a ADERAVIS ao longo dos últimos anos, sendo de salientar a presença entre os homenageados da Câmara Municipal de Avis e das Juntas de Freguesias do concelho, sinónimo que estas entidades públicas têm um papel importante na ligação com a associação e com o mundo apícola. É louvável que assim seja e seria um bom exemplo a replicar por todo o território nacional, pois seguramente a apicultura só teria a ganhar.















Terminada a homenagem seguiu-se um colóquio onde se abordaram as seguintes temáticas:

1 - “As colmeias estrangeiras e o esgotamento de recursos apícolas” pelo Eng. João Tomé;

2 - “Apiterapia” pelo Dr. José Valdez;

3 - “Eu fiz um projecto de apicultura” pelo Eng.º Osvaldo Silva;

4 - “Produção e processamento de pólen e própolis” pelo Eng.º Paulo Ventura;

O Eng.º João Tomé apresentou um belíssimo trabalho de investigação que realizou sobre o impacto das colmeias estrangeiras no nosso território, tendo realizado diversas demonstrações gráficas que facilmente comprovam que em certas zonas do país há uma forte sobreposição de apiários, muito por culpa da chegada de colmeias estrangeiras que são colocadas em locais onde já existem apiários nacionais.

Esta sobreposição determina claramente uma enorme escassez de pasto apícola que seja capaz de satisfazer os apicultores nessas zonas, com claro prejuízo para os apicultores residentes e permanentes, que não optam pela transumância.

Esta temática é bem reveladora, a meu ver, de três aspectos muito importantes…

1) - Os apicultores estrangeiros, que mesmo conhecendo a legislação nacional, instalam os seus milhares de colmeias, sem respeitar os apiários vizinhos, sobretudo ao nível do cumprimento das distâncias obrigatórias de afastamento entre assentamentos.

2) - As entidades nacionais com competência na área da fiscalização, que deviam ser mais actuantes e interventivas, evitando situações de desrespeito pela legislação e fiscalizando de forma mais exigente as colmeias estrangeiras que chegam ao nosso país, sobretudo no que respeita à área da sanidade apícola.

3) - Faz cada vez mais sentido que se utilizem as novas tecnologias para a identificação de apiários por parte das autoridades nacionais, através da georreferenciação, evitando-se assim a possibilidade de instalação de novos apiários em espaços que não cumprem os afastamentos obrigatórios.

Este é sem dúvida um dos temas mais “quentes” da apicultura nacional, sendo ele referido em todos os encontros de apicultores em que já estive presente.

Ao que parece, as entidades conhecem perfeitamente o problema, mas não estão interessadas em resolvê-lo… Vá lá perceber-se porquê….

O segundo orador convidado, Dr. José Valdez, fez uma apresentação bastante simpática onde mostrou todos os benefícios da utilização dos produtos da colmeia na saúde humana, tendo deixado algumas pistas de tratamento para uma série de sintomatologias que muitas vezes levam as pessoas a recorrer a produtos químicos/farmacêuticos, quando as abelhas têm a solução para uma boa parte desses problemas.

Foi ainda possível ouvir da plateia alguns testemunhos de pessoas que conseguiram ultrapassar dificuldades de saúde com recurso à apiterapia.

Na intervenção efectuada no terceiro tema pelo Eng.º Osvaldo Silva, ficou bem patente a dificuldade de executar um projecto na área da apicultura, sobretudo no que toca ao relacionamento com as entidades públicas que gerem estes processos, que ainda se encontram carregadas de burocracia, bem como de meios humanos com pouca sensibilidade para algumas questões e aos quais muitas vezes falta formação e conhecimentos adequados.

Não bastava já a exigência e complexidade de executar alguns ambiciosos projectos, como ainda há que estar preparado para a exigência da máquina administrativa, que nestes casos não perdoa e é insensível a alguns problemas e situações particulares.

Esta apresentação deveria ter sido ouvida por muitos aspirantes a apicultor que se atiram de cabeça na execução de projectos financiados, sem que muitas vezes consigam distinguir uma obreira de um zangão….

Em boa hora a ADERAVIS colocou um orador a falar por experiência própria na elaboração e concretização de um projecto apícola financiado, devendo em minha opinião este tipo de apresentação fazer parte de muitas outras acções apícolas nacionais, onde na plateia se encontram quase sempre dezenas ou centenas de jovens à procura de lucro fácil através do mundo das abelhas.

A última apresentação do dia esteve a cargo do Eng.º Paulo Ventura, que para além de falar sobre a produção e processamento de pólen e própolis, falou de muitos outros temas ligados à apicultura nacional.

Este orador, experiente apicultor, tem uma visão integrada da apicultura e dos produtos que se podem extrair da colmeia, não se limitando como é mais comum nos apicultores, a ver no mel a única fonte de produção.

Foi por isso para mim muito gratificante ouvir alguém com experiência e com escala, falar de uma apicultura integrada, onde se pode extrair rendimento através dos vários produtos da colmeia e não apenas do mel.

Retive também com este orador que com esforço, dedicação e muito trabalho é possível singrar no mundo da apicultura sem ser necessário entrar em projectos megalómanos, para onde caminha uma boa parte dos recentes apicultores que recorrem a fundos comunitários.

Em suma, mais uma belíssima jornada de aprendizagem em torno das abelhas, magnificamente pensada e organizada pela ADERAVIS, a quem deixo os meus parabéns e votos de continuação de bom trabalho.


Saudações Apícolas!!

terça-feira, 9 de julho de 2013

6º ENXAME DA ÉPOCA 2013

Como pequeno apicultor que sou, ainda consigo tirar férias sem que as mesmas sejam inteiramente dedicadas às abelhas, sobretudo numa altura em que já se faz a cresta por muitas partes do país, como tal, na semana passada foi possível sair da plataforma continental e gozar umas merecidas férias num “cantinho” que desconhecia, mas que me deixou de baterias carregadas.

Mas, mesmo estando de férias é impossível perder o contacto com as abelhas…

Sempre que ligava aos meus pais das primeiras coisas a perguntar era como estava o tempo por cá e como estavam as abelhas??

Fui sabendo que as temperaturas estavam elevadas, o que constituía motivo de preocupação, mas sempre me foram dizendo que aparentemente estava tudo bem com as minhas “meninas”.

Mais curioso foi logo no início da semana (9 de Julho) ter recebido a notícia que havia chegado um novo enxame ao barracão, que ao que parecia tinha uma dimensão considerável, tendo-se alojado no local habitual onde guardo o material.

Fiquei contente, mas preocupado, dado que ainda estava no inicio das férias e só poderia retirar aquele enxame quase uma semana depois… Também me lembrei que os enxames de Junho e Julho são muito exigentes do ponto de vista do acompanhamento, já que temos de verificar a sua evolução para que não lhes falte a comida… Se ainda por cima vierem com rainha nova, que seja boa prolifera, então mais complicado se torna, com tanta boca para alimentar.

Mas um enxame é sempre um enxame e já estava decidido a retirá-lo do local mal chegasse a casa.

Também a meio da semana, a minha namorada recebeu uma mensagem no telemóvel de uma amiga que se havia lembrado que eu era apicultor, para a ajudar a retirar um enxame de casa de uma senhora que supostamente teria mel a escorrer pela chaminé…

A este contacto informei que estava de férias e que assim que regressasse iria verificar a situação, que seguramente irei relatar num próximo post, já que combinei lá ir ver hoje a situação.

Sobre o novo enxame que chegou ao barracão, o mesmo já foi retirado no passado domingo ao final do dia, estando já colocado no apiário.

Tratava-se de um enxame razoável que deu para encher quatro quadros, notando-se já muita entrada de pólen. Como na caixa só existiam dois quadros com cera puxada, as abelhas já haviam iniciado a construção de dois pequenos favos, que seguramente iriam continuar a puxar para dar resposta às necessidades de espaço da rainha.

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Como as actuais temperaturas são elevadas e não possibilitaram a entrada de todas as abelhas no dia da retirada do enxame, tendo ficado muitas no exterior, bem como o facto de as mesmas já se encontrarem à quase uma semana naquele local, fizeram com que na segunda-feira existissem muitas abelhas no local, o que me obrigou a ter de tapar todo o material armazenado, já que se encontravam bastante agressivas, atacando com enorme facilidade.

Actualmente o enxame está em pleno funcionamento, com um bom movimento de entradas e saídas para o trabalho e espero amanhã poder abrir a caixa para ver como se encontram, sendo natural que lhes dê um ou dois quadros de mel que vou retirar de outra colmeia, para que tenham alimento.

Saudações Apícolas!!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

DECLARAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE APIÁRIOS 2013

Todos os apicultores (registados!) são obrigados a efectuar a declaração de existência de apiários até ao final do mês de Junho, onde descriminam todo o efectivo de colónias que possuem nos apiários.

 As minhas já foram declaradas!!

Devo referir que o processo é bastante simples, dado que apenas é necessário obter e preencher o impresso destinado a esse fim, designado de Modelo 490/DGV, que pode ser encontrado no site da Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, através do seguinte link: 



O preenchimento é acessível, havendo no entanto algumas associações (e bem!!) que auxiliam os apicultores no preenchimento da declaração, umas que o fazem gratuitamente e outras que cobram um valor pecuniário pela prestação do serviço.

No meu caso, optei por preencher a declaração e submetê-la via CTT para os serviços da Direcção Regional de Agricultura da minha zona, esperando receber dentro de dias e pelo mesmo meio uma das vias autenticada, tal como aconteceu no ano anterior.

Continuo a considerar que se justificava plenamente a utilização das novas tecnologias para a submissão destes dados, podendo perfeitamente o seu envio ser efectuado através da internet.

Creio que não seria muito difícil criar uma área de trabalho dentro do site da DGV, onde os apicultores através do número que lhes foi atribuído e uma password, pudessem com toda a facilidade e comodidade carregar os seus dados obrigatórios.

Mesmo que a DGV não quisesse despender dinheiro a enviar passwords a todos os apicultores, poderia perfeitamente abrir um quadro de registo para todos os apicultores obterem o acesso à sua área restrita.

Desta forma seria possível criar um sistema semelhante ao utilizado pelo portal das finanças, onde o utilizador poderia aceder a vários serviços, diminuindo barreiras e eliminando processos burocráticos, que se traduziriam claramente numa aproximação do Estado ao cidadão.

Esta alteração não traria apenas vantagens para os apicultores, traduzindo-se também em inúmeras vantagens para a própria DGV, já que com o registo electrónico dos apicultores, teria muito mais facilidade em contactá-los, em difundir campanhas ou em partilhar informação sobre a actividade.

Para além das vantagens acima referidas, a própria DGV também teria o trabalho mais facilitado na recolha e tratamento da informação, já que os dados seriam tratados informaticamente, evitando que os seus técnicos tivessem de andar a “lamber papel” e a fazer contar para somar efectivos.

Mais uma vez... Fica a sugestão...


Saudações Apícolas!!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

ALTERAÇÕES PARA O VERÃO…

Durante estes dias mais quentes tem sido possível observar uma grande acumulação de abelhas na entrada das colmeias, o que dificulta o seu acesso ao interior da caixa, aglomerando-se não apenas na tábua de voo, mas também na frente da colmeia, coladas à parede exterior.

A meu ver esta situação verifica-se por dois motivos… Aumento de temperatura dentro da colmeia, o que origina a saída de abelhas para o exterior e por outro lado a existência de carochos / besouros pretos, que tentam passar através da grelha para aceder ao mel.


Confesso que o ano passado, no meu primeiro ano nesta actividade, fiquei bastante preocupado com a presença destes bicharocos, já que tentavam persistentemente “assaltar” as colmeias, chegando os mais pequenos a conseguir ultrapassar as grelhas e a alojarem-se dentro das colmeias, encontrando-os algumas vezes propolizados e outras vezes ainda vivos, a alimentarem-se do mel.

Este ano, seguindo a sugestão e conselho de alguns colegas, optei por efectuar a retirada das grelhas de entrada nas colónias mais fortes, de forma a eliminar a acumulação de abelhas na entrada das colmeias.


Espero com isso eliminar o “engarrafamento” das trabalhadoras, sendo certo que para além do contentamento delas, também os carochos / besouros têm a vida facilitada e via verde para aceder ao mel… Esperemos que tudo corra pelo melhor e que a alteração efectuada resulte em pleno.

No dia em que retirei as grelhas de entrada, numa das colmeias reparei um grande volume de abelhas num dos cantos, mas na parte de dentro, que obviamente me chamou a atenção…

Analisada a situação e afastadas as abelhas, qual não é o meu espanto quando me deparo com um insecto já morto, que as abelhas estavam a tentar puxar para a rua e que não estavam a conseguir devido à existência da grelha.

Aqui ficam as fotos deste SUPER insecto…














Consultada a internet para ver que espécie de insecto se tratava, parece tratar-se de uma Acherontia Atropos, vulgarmente designada de borboleta caveira, que segundo algumas fontes de informação, também parece não ser prejudicial para as abelhas, mas que vê nas colmeias uma boa fonte de alimentação.

Em suma… Só me falta apanhar um urso a comer nas minhas colmeias!!!!


Saudações Apícolas!!

domingo, 26 de maio de 2013

5º ENXAME DA ÉPOCA 2013


Confirmou-se ontem a chegada do 5º enxame ao local habitual.

O enxame alojou-se na caixa isco e ocupa quase 5 quadros, tendo ido directamente para uma caixa definitiva, dispensando-se a sua colocação em núcleo para desenvolvimento.

Curioso que estas abelhas já estavam a colocar o mel nos quadros utilizados como isco, tendo-me apercebido da sua presença quando as sacudi para a caixa definitiva.

Atendendo especialmente a este pormenor, espero que seja um enxame com rainha vigorosa e que se venha a desenvolver rapidamente.

Hoje foi um dia de trabalho mais duro, já que foi necessário aumentar o espaço para alojamento de colmeias, tendo optado por montar o sistema já utilizado anteriormente, recorrendo à utilização de blocos e ripas de cimento.

Ficam as fotos do trabalho realizado hoje, cujo espaço criado irá permitir acomodar mais quatro caixas.



Fica também um pequeno vídeo que regista o movimento das abelhas numa das caixas do apiário, com as abelhas a aproveitar as belissímas condições climatéricas que se fizeram sentir hoje na lezíria.

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Saudações Apícolas!!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

4º ENXAME DA ÉPOCA 2013

Finalmente parece que estamos na Primavera, embora já se preveja alterações climatológicas a partir do próximo domingo, que podem trazer chuva.

Atendendo a que nestes últimos dois dias as temperaturas na Lezíria ultrapassaram os 25º e houve absoluta ausência de vento, criaram-se condições para a tão desejada enxameação.

E assim foi!!

Ontem cerca das 18H30 chegou o 4º enxame da temporada 2013, tendo-se alojada no mesmo sítio dos anteriores, onde está material armazenado, com caixas devidamente iscadas com quadros usados e um pouco de pomada para as atrair.

É sempre um espectáculo a chegada de um enxame.

Fica o registo em vídeo da chegada do enxame, a que desta vez tive o prazer de assistir…

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E algumas fotos das abelhas na entrada da nova caixa,  a chamarem as restantes, na tão conhecida posição….





Enquanto colocava este post, já recebia informação do meu pai que chegou novo enxame ao local cerca das 11H10!!! JJJ


Saudações Apícolas!!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

3º ENXAME DA ÉPOCA 2013


Como refere aquela expressão muito usada por caçadores “Parecem tordos!!”…

Hoje chegou o 3º enxame da época ao anexo do quintal.

Mais uma garfa que ocupa um quadro completo.

Tal como qualquer apicultor, anseio sempre por grandes enxames com a chegada da primavera, mas este ano já vou com a segunda garfa que aparece no espaço de dois dias.

Já tinha lido alguns apicultores relatando que de facto existem muitas garfas este ano, situação que a meu ver não tem explicação científica, mas que pode estar eventualmente relacionada com as condições climatéricas dos primeiros meses do ano, onde os efectivos não cresceram nas colmeias, mas assim que surgiu o bom tempo, as colónias desataram a produzir rainhas para terem uma “matriarca” para o bom tempo que se avizinha.

Estes pequenos enxames colocam sempre em dúvida qual o melhor procedimento a adoptar, havendo quem os defenda e os tente desenvolver, por oposição a outros apicultores que chegam a ignorá-los, dado que podem dar mais trabalho, do que acrescentar valor.

No meu caso, como sou aprendiz de apicultor, tento aproveitar todos os enxames, sejam eles pequenos ou grandes, para que possa de futuro optar pela melhor estratégia.

Os enxames pequenos (garfas) têm desde logo um enorme inconveniente… são poucas abelhas para colocar numa caixa normal, pelo que preferencialmente devem ser colocados em núcleos, para que com isso possam ter ganhos na termorregulação e possam evoluir mais depressa.

A necessidade de dispor de núcleos para aproveitar todos os pequenos enxames, apresenta no meu caso um sério problema, já que não disponho de tanto material que me permita esse procedimento.

O que eventualmente irei fazer é juntar estes pequenos enxames que vão surgindo, através da técnica do jornal, para que a população vá aumentando e se possam formar boas colónias.

Ainda assim, pretendo preservar alguns pequenos enxames no seu estado normal, sem efectuar essa junção, para ver como evoluem, dado que às vezes surgem boas surpresas, com rainhas super produtivas, que na junção de dois enxames podem ser eliminadas.

Assim e para resolver a minha falta de material decidi hoje tentar produzir um núcleo em wallmaate, para testar a minha habilidade e instalar este pequeno enxame.

Tomada a decisão, comprei uma placa de wallmate (há quem chame roofmate!!) na loja de materiais de construção… Passei no supermercado chinês e comprei duas caixas de parafusos e um frasco de cola branca. Com a compra do material gastei cerca de 8 €.

Tive de cortar a placa ao meio para caber no carro, já que tinha 2,60 metros de comprimento.


Como não tinha as medidas de cabeça, nem no papel, tive de puxar uma caixa para junto de mim, para ir tirando medidas e ver todos os pormenores.

Já tinha visto algumas fotografias de apicultores que produzem esse tipo de caixa e tentei seguir o modelo.

O desafio foi superado e consegui executar um núcleo em wallmate, que irá servir para alojar o enxame capturado hoje, que espero seja por curto período de tempo, dado que o mesmo será transferido para uma caixa normal assim que tenha condições para tal situação.















Demorei cerca de uma hora e meia até que a obra estivesse pronta, tendo aproveitado para anotar todas as medidas, que serão utilizadas no futuro, facilitando bastante a operação.

Apenas uma observação, para o facto de ter comprado uma cola branca de secagem muito lenta, que por motivos óbvios se desaconselha vivamente. De futuro passarei a usar um silicone como elemento de ligação das partes da peça.

Também me parece que deveria fazer alguma protecção no local onde encaixam os quadros, já que apenas efectuei uma espécie de entalhe para o seu assentamento, mas que poderão deixar de apresentar a esperada funcionalidade assim que sejam propolisados e caso seja necessário utilizar o levanta-quadros para os despegar.

Terei também que pensar num material a usar para a tampa de agasalho, já que neste primeiro núcleo, optei por assentar directamente o telhado nas paredes da caixa, o que também pode vir a trazer problemas futuros, caso as abelhas decidam propolizar as juntas entre a colmeia e a cobertura.

Esta opção também inviabiliza a alimentação do núcleo, através da colocação do vulgar alimentador, pelo que vou ter de repensar e melhorar a parte da cobertura e aumentar o “capacete”.

Não quero ficar especialista na fabricação deste tipo de núcleos, mas vou produzir para aí uma meia dúzia deles, para apoiar o desenvolvimento de pequenos enxames que ainda possam surgir.

O núcleo já está ocupado pela garfa que chegou hoje, pelo que espero em breve poder tirar as minhas conclusões sobre este tipo de recurso.

Saudações Apícolas!!